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  • Biblioteca Escolar - Escola Secundária de Vila Real de Santo António
  • domingo, dezembro 23, 2007

    O que eles andam a ler!



    Nem sou capaz de enunciar quantas vezes li "O Romance da Raposa", tantas foram as vezes que o li, em voz alta, a qualquer dos meus filhos!
    Nem consigo exprimir o prazer que sinto sempre!
    Claro que já sei de cor as aventuras da Salta-Pocinhas mas, ainda assim, não resisti! Antes de o embrulhar em papel festivo para o sapatinho da minha neta, voltei a ler! E, para partilhar esta
    prenda com os filhos ou irmãos mais novos de quantos visitam o "livrosietc", deixo aqui um endereço onde podem descarregar em "podcast" os doze capítulos do romance. Vale a pena. Tenho a certeza que, em seguida, vão buscá-lo á livraria.
    Boas Festas.
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    E.Gavinhos

    quinta-feira, dezembro 20, 2007

    terça-feira, dezembro 18, 2007

    O que el@ anda a ler!















    ...
    não sei se me apetece falar
    todos os sons são mais preciosos que os da fala
    por isso apenas ouço
    todas essas vozes que caminham em silêncio pela
    garganta do mundo …

    Ana Mafalda Leite, Koln Concert no Índico

    Com Poezz abrigo-me do mundo. Descubro em cada poema uma viagem musical que me acompanha. Sempre. Mesmo quando me recolho no silêncio é a memória do som que perdura, é pelo silêncio que cada nota me faz sentir a sua falta, outras vezes preenche-me de presença. Poezz mostra-nos a importância da música, jazz, na História da Vida através da poesia lusófona. Por noites intercaladas vou desfiando cada poema que me recorda uma dor sentida, um sonho eternamente sonhado, um amor feliz, outro nem tanto, uma alegria. Com Poezz permito-me ouvir o roteiro dos meus afectos.
    Com Keith Jarrett e Nina Simone aprendo o absoluto de cada instante.

    Teresa Coutinho

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    Arthur C. Clarke



    O famoso autor britânico de Ficção Científica comemorou 90 anos no dia no passado dia 16. Clarke que vive no Sri Lanka há mais de 50 anos gostava de contactar com um extra-terrestre
    Sir Arthur C. Clarke acredita que «não estamos sozinhos no universo» e como tal, postou a sua mensagem no You Tube (www.youtube.com) dizendo que gostaria de falar ao telefone com o E.T.
    Para além de ter assinado 500 contos e 80 romances foi ainda o teorizador do satélite de comunicações em 1945.

    domingo, dezembro 16, 2007

    Eça Agora


    Gosto muito dos livros que me fazem rir com gosto. E gosto mais ainda daqueles que representam para mim uma vingança.
    Pois é!!! Atenção alunos e ex-alunos do ensino secundário: sete escritores portugueses, alguns deles vossos conhecidos, resolveram fazer o que vocês nunca conseguiram - vingar-se de Os Maias. Exactamente, Os Maias, o tal livro que tiveram de ler página a página para os testes, a obra cujas personagens, estilo e linguagem caracterizaram (pensam que eu não sei que até compraram o resumo?)aparece-nos agora em novo formato.
    Os sete autores imaginaram ser o Eça dos nossos tempos e escreveram uma «telenovela» queirosiana em que não falta o amor e o drama, a política e o sistema de saúde, os americanos e os serviços secretos e até uma ou duas sessões de espiritismo.
    Se mais alguém vos perguntar o que querem receber este Natal peçam Eça Agora - Os Herdeiros dos Maias e não se hã-de arrepender. Certamente já estará lido no Ano Novo, mas vai valer a pena porque para além de ficarem bem dispostos vão ver que, neste caso, não há nada como uma bela vingança. Boas Festas!!!

    sábado, dezembro 15, 2007

    O que eles andam a ler!



    MORRESTE-ME. O mesmo é dizer, fazes-me falta, ficaste-me na alma, no coração, nos espaços todos que o meu ser ocupa, atravessas-me no tempo que habito, partiste-me em dor, angústia e raiva, Mas a memória guarda-me o teu cheiro, as tuas mãos e o teu sorriso. Olho ao espelho e vejo o teu nariz. Olho para as mãos da mãe e vejo as tuas unhas. Estás em nós e eu estou em ti. Eu jamais seria eu sem a tua presença constante na minha vida.
    O primeiro livro de José Luís Peixoto, dedicado ao seu pai que fica para sempre nestas páginas, a olhar com ternura o menino crescido, a vingar no meio literário, a orientar-se na vida. Mas fui eu, outra vez, à procura do meu pai que nunca conheci, que morreu quando eu tinha dois anos e de quem quase não se falou em casa, eu à procura dessa memória dele em mim, eu sozinha, a acender luzinhas na escuridão para afastar o medo. Mas é o fio invisível entre dois seres que se amam a tecer os laços indeléveis e misteriosos, que fazem da vida e da morte um círculo que continuamente (n)os devolve à fragilidade humana e à permanência do amor.
    Podia ser a morte da mãe, ou de um irmão, de uma irmã, do(a) namorado(a), do marido ou da esposa, do nosso(a) melhor amigo(a), do avô ou da avó, de alguém da família ou não, o mesmo sentimento de impotência, a evidência da brevidade da vida, a desesperação em volta do vazio, e os que ficamos, perdidos, à procura de quem perdemos, a tentar recuperar os momentos que vivemos, a lamentar o que não fizemos ou dissemos.
    Também eu queria poder dizer Parto de ti, viajo nos teus caminho, corro e perco-me e desencontro-me no enredo de ti, nasço, morro, parto de ti, viajo no escuro que deixaste e chego, chego finalmente a ti. Pai.

    Maria Matos

    quinta-feira, dezembro 13, 2007

    JK Rowling


    Foi hoje a leilão um livro manuscrito de JK Rowling livro esse que é um dos sete exemplares de Tales of Beedle the Bard, escritos à mão pela autora da saga de Harry Potter.
    JK Rowling ofereceu seis manuscritos e levou um sétimo exemplar a leilão para que as verbas angariadas revertessem para a organização Children´s Voice, que a autora fundou.
    Tales of Beedle the Bard é o primeiro livro de contos que Rowling escreve depois de terminada a série Harry Potter, que a tornou famosa e milionária, e há referências a ele no último volume da saga, editado em Julho.
    Os sete volumes de Tales of Beedle the Bard foram escritos à mão por JK Rowling, encadernados a couro e decorados com prata e pedras preciosas.
    Para a autora, que não pretende publicar os contos, está foi a forma encontrada para «dizer adeus ao mundo em que viveu nos últimos 17 anos».
    Lusa / SOL

    Byblos


    A livraria Byblos, que é hoje à noite inaugurada em Lisboa, será a maior em Portugal, com mais de 150 mil títulos e uma tecnologia de acesso aos livros única no mundo. Em breve abrirá outra no Porto e talvez mais um em Faro. Dizem para aí que os portugueses não lêem...

    O que eles andam a ler !



    O Ébano é um livro que representa a África que eu conheço.

    Uma descrição da África como nunca tinha lido antes.

    Uma visão europeia do continente africano sem preconceitos.
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    Sandra Jorge

    terça-feira, dezembro 11, 2007

    Fernanda Botelho

    Fernanda Botelho morreu aos 81 anosA escritora Fernanda Botelho faleceu esta terça-feira de manhã em sua casa.
    Ficcionista e poetisa, Fernando Botelho fez parte da Comissão de Leitura do Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian e colaborou na revista “Colóquio de Letras”.Entre as suas obras, estão “A gata e a fábula”, “Esta noite sonhei com Brueghel” e “As contadoras de histórias”, com a qual venceu o Grande Prémio do Romance.A sua última obra publicada data de 2003 e tinha como título “Gritos da minha dança”. O seu corpo encontra-se em câmara ardente na igreja de S. Sebastião da Pedreira e o funeral realiza-se amanhã pelas 9h00 para o cemitério de Benfica.As causas da sua morte não foram reveladas

    segunda-feira, dezembro 10, 2007

    O que eles andam a ler!

    Estou a ler Zeca Afonso por muitas razões.

    Duas especialmente importantes.

    Primeira, é dizer-lhe que enquanto os meus sentidos me deixarem,
    eu não vou deixá-lo morrer.

    Segunda razão:

    Ler Zeca Afonso
    Faz bem à alma e à mente
    Faz de gente como eu
    Muito mais inteligente


    José Maria Machado

    quinta-feira, dezembro 06, 2007

    Ainda vais a tempo

    de uma última compra...

    ENCERRA HOJE A FEIRA DO LIVRO

    Aproveita até ao fim do dia...

    O que eles escrevem





    Relato de viagem - Nova Zelândia


    por Salete Tavares


    Depois de 30 horas de voo, cheguei a um dos destinos mais incríveis e emocionantes da minha vida. Situado no sudoeste do Pacífico, e vizinho da Austrália, estão os nossos antípodas: a Nova Zelândia.
    Apesar das suas 2 ilhas cobrirem 266,200 km2, é um dos países com menor densidade populacinal do mundo. Nasceu de uma erupção vulcânica no fundo do mar, há 3 milhões de anos, e encontra-se instalado sobre 2 placas tectónicas móveis, o «cinto Pacífico Móvel», que o torna potencialmente num território em constante movimento.
    Os seus primeiros povoadores foram os Maoris, considerados os «Vikings do Pacífico». Vieram do leste da Polinésia, cerca de 1000 anos antes de chegarem os europeus, e chamaram Aoteoroa (terra de longa nuvem) a este país.
    ...
    Taupo é o lago criado por uma poderosa erupção vulcânica, há 250 mil anos. Uma extensão de 619 km2 cobertos de água, tão limpa e pura que se pode beber, formando o maior lago da Ilha Norte e que dá o nome à cidade que descansa nas suas margens.
    Ao longe podemos avistar o Monte Ruapehu, com o seu cume coberto de neve, sagrado para os Maoris, que serviu de cenário para a trilogia do «Senhor dos Anéis»…
    Para ler o texto integral:


    quarta-feira, dezembro 05, 2007

    O que eles andam a ler!


    O livro que estou a ler?
    "A Fórmula de Deus" de José Rodrigues dos Santos da Gradiva.
    O que me atrai neste livro não é tanto a história de um amor que ultrapassa as barreiras culturais e políticas , ou ainda, as intrigas da espionagem internacional que envolve os serviços secretos do Irão e da CIA. O que me atrai, e que começa com a questão inultrapassável do título, é uma viagem ao grande enigma do Homem: De onde vimos e para onde vamos!
    Para aqueles que gostam de ler, há um prazer irrepetível na leitura de um livro. Este livro de J. R. S. acrescenta a este prazer um saber sobre as grandes teorias da origem do universo desde o Big Bang ao Big Crash. Também apresenta uma resposta para a questão da existência de Deus se concluírem o que eu concluí, a saber: nós somos Deus dado que somos a Inteligência que povoa o universo e temos o desígnio de perpetuar esta inteligência para lá do Big Crash e de um novo Big Bang.

    Horácio Morais


    sábado, dezembro 01, 2007

    O que eles andam a ler!


    O último livro que acabei de ler foi “Grades Ocultas”
    Para mim um livro é “o mundo”, é “descoberta”, “conhecimento” e “sabedoria”, mas o livro é como um amigo ou um companheiro, mas este amigo entra dentro de quem o lê para divertir, cultivar, ou alegrar nas horas tristes e de solidão. Mas também às vezes penso que pode ser “um barco” ou “um avião” e quase sempre leva-nos a uma viagem. Mas sem duvida alguma é a forma de nos levar para os mundos belos e por vezes tristes e ao mesmo tempo um mundo fascinante.

    É importante Contar
    Calar não é esquecer. Pode-se adiar a denúncia, mas não apagá-la da memória. Hameeda Lakho, uma paquistanesa que vive na Holanda desde os quatro anos de idade revolta entre palavras uma privada e exposta vingança. Maltratada pelo pai, separada da mãe, proibida de manter qualquer ligação às suas raízes, vive em casa uma verdadeira prisão. Sem amor, sem piedade, o pai trata-a como o mesmo desprezo com que se trata uma criada. A retirada aos treze anos acalma a dor física mas não a emocional. O vazio mantém-se, apenas a maternidade altera a sua forma de lidar com a dor. Agora já não quer esconder, quer contar. Amando as filhas não entende a falta de amor dos pais. Este livro grita a injustiça, aclara-se uma esperança de reencontro, mas acima de tudo conta o caminho de sobrevivência de uma mulher.

    «Grades Ocultas» é uma forma de vingança ou uma exigência de justiça?
    Este livro é uma arma de vingança, mas também se pode dizer que é uma procura de justiça. Tentando alertar e informar o Ocidente sobre o que se passa, não apenas por Hameeda Lakho, mas porque existem muitas outras raparigas como ela e como as suas irmãs. Nem todas terão um pai violento, mas muitas vivem o isolamento e o golpe de raízes. Mesmo no estrangeiro, por detrás dessa ruptura, sobrevivem as correntes emocionais.
    A sua integração é activamente destruída pela rejeição paterna de uma educação ocidental que poderia garantir-lhes uma firme formação e uma vida social livre. A tradição patriarcal determina as suas vidas até à idade adulta e qualquer tentativa de fuga implica o ser-se expulso para sempre da comunidade.
    Por isso, só em adulta Hameeda Lakho atreveu-se a enfrentar tudo o que tinha perdido e tudo o que tinha sofrido em criança.


    Débora Cavaco
    11ºano – Acção Social